quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Como é ruim quando temos um monte de pensamentos e não sabemos como começar o texto, muito menos como nomea-lo.
Como sempre, quero pensar sobre relacionamentos. Ora, sempre há o que pensar, refletir, e por que nao, consertar.
Todos relacinamentos. não me refiro somente aos conjuges, mas amigos, colegas, familiares.
O homem é um ser coletivo, mas poxa, precisava ser tão dificil assim? Ahh, dificil, mas cada experiencia nos motiva a seguir e insistir nessas relações complexas.
Sempre tive excelentes, adoraveis e maravilhosos amigos. Pessoas que estiveram ao meu lado em momentos complicados, e em momentos felizes.
Pessoas que souberam lidar com meu temperamento, com meu humor ao amanhecer e meu péssimo humor na hora do sono.
Após a mudança de cidade, me afastei desses presentes de Deus, embora sempre os carregasse no meu coração e nas minhas lembranças.
Aqui em SP, conheci pessoas, fui acolhida, mas nada é a mesma coisa.
Conclui uma coisa um pouco engraçada, mas um pouco triste e preocupante: aqui só tenho amigos LIQUIDOS.
Quero amizades SOLIDAS. Gostaria de ocupar todos postos que ficaram vazios.
Uma amiga para caminhar na praça.
Os amigos do volei.
Uma amiga para me receber no final da tarde com um chimarrão e muitas risadas.
O cara que sabe tudo de economia, e me ensine infinitas coisas.
O outro cara, que me mostre como é simples tudo que complicamos na vida.
Colegas de inglês, amigos da escola.
Quero minha amiga que tentou incansavelmente me ensinar a tocar violão.
Simm! Liquidos também! Aqueles amigos que faziam eu me perder noite a dentro!
Mas eu quero tudo! Quero amigos para todas horas, para dançar, falar de filmes, um pouco de politica , que me ouçam sem me criticar, que me entendam, e até que me critiquem e me abram os olhos.
Aqui não os tenho. Só conheço pessoas liquidas. Bares, cervejas, churrascos e cervejas, viagens e cervejas.
Amo cervejas. Mas confesso, troco meia duzia de cervejeiros por uma ou duas pessoas sólidas :)
Gosto de tudo isso. Me ocupo, sorrio, e me sinto bem. Mas falta. O tempo todo falta.
As vezes acho que nao estou indo aos lugares certos, não estou me relacionando com as pessoas certas. Sei la. Agora, na lista do ano novo, vou incluir algumas coisas, para que eu aumente a possibilidade de resolver esta minha carencia. Academia nova, curso de ingles. Mais contatos na faculdade, e por que nao uma aula de dança?
Ah, as outras relações! Então, da minha familia, não há o que escrever. Pelo simples fato de não esxitir na nossa linguagem nada que represente o que eles significam na minha vida. MInha irmã, não canso de dizer, é um pedaço de mim em outro corpo. Amo, amo e amo. E nosso filho, é uma criatura abençoada que foi mandada por Deus para iluminar nossas vidas. E deus foi bom demais, me orgulho o tempo todo da pessoa maravilhosa que criamos :)
E meu companheiro? Sim, temos dificuldades. Temos diferenças e as vezes parece que tudo esta gastando e acabando.
Mas basta um segundo de lucidez, para sentir o que há de verdade no meu coração, e ele é uma pessoa muito, muito parecida comigo, e que me completa e me entende muito bem.
Companheirismo. Isso não é sinonimo de casamento, nem de fidelidade.
COMPANHEIRIMO é ter alguém que perceba seu olhar, que entenda sua dor, que te toque com amor. O companheiro ama de pijama, de roupa amassada e de cara lavada (e também escabelada!)
Além de dividir contas, é dividir sonhos, preocupações, vitórias.
É não competir. É dividir, somar e igualar-se.
Colocar-se no lugar do outro, e sentir.
Ser compaheiro é acolher, confortar, e num abraço se perder em um porto seguro.
É ter saudade. Mas saudade solta, saudade livre.
Ter um companheiro é ter problemas, e mesmo assim sentir-se segura de que alguém estará ao seu lado.
Sim, este é mais um texto daqueles de final de ano. De falar de cosas boas, de coisas que faltaram.
E para o próximo ano, nao quero promessas nem milagres. Quero simplesmente me sentir preparada para entender, receber e vivenciar tudo o que eu mereço viver e preciso passar.
O saldo é positivo. Estou feliz, entre turbulencias e vendavais, estou verdadeiramente feliz.
E que venha então, os proximos anos.
Feliz ano novo!






quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Paixão: substantivo feminino

                  Mãos suadas, friozinho na barriga. Uma sensação de que horas passaram em apenas alguns minutos, pois, para os apaixonados, não há tempo que baste, distância que dificulte e nada, absolutamente nada que os traga de volta ao planeta Terra.
                 Quem nunca sentiu isso? E diria mais, quem já não sentiu isso várias vezes ao longo da vida? Para sentir-se várias vezes, percebe-se que é um sentimento embora intenso, volátil.
Agora meus questionamentos são: quanto tempo dura uma paixão? O que a traz e o que a leva?
Ja li que a paixão dura até 48 meses, não mais do que isso. (essa explicação cientifica sobre sensações, hormonios, etc.)
                Já vi menos tempo que isso, mas não recordo de ter visto mais. Descartando aqueles resgates temporários que após uma crise os casais deliciam-se em aminesia conjugal e por um determinado tempo esquecem de todos seus problemas e tentam brincar de casinha. (mas esse passa mais rápido ainda).
                A paixão é o que faz as pessoas aproximarem-se, compartilharem a vida e muitas, muitas historias. Para quem sabe, depois disso aflorar o tão esperado amor.
                Pelas minhas contas, sempre foi assim, algo tipo 2 anos muito bem vividos, depois um gelo, depois um leve fortalecimento do tal amor, e depois o engano.
                Sinceramente, se eu pudesse escolher hoje, eu preferia ficar com a paixão, pois nela ninguém tem defeitos, tudo é malhavel e o sucesso é garantido.
                Já o amor, é uma coisa que eu reservaria somente aos pais para com seus filhos. O sentimento que perdoa, que entende, que gosta até mesmo dos defeitos.
                Mas na vida real, da boca para fora é muito facil assumir erros, defeitos e características. É facil dizer que desculpa, mas ou sou muito azarada ou sempre me f%#o nessa hora.
                Meu temperamento é forte, considero-me uma pessoa razoavelmente inteligente e por este motivo questiono tudo que eu não estiver de pleno acordo. Sou teimosa, sou muito descontraida, autêntica e perturbadoramente espontânea. Quando as pessoas me conhecem atribuem pontos positivos para essas caracteristicas.
                Já quando elas além de conhecer começam a  conviver com minhas caracteristicas passam a apontar defeitos.
                Também não sou um monstro. Sei que tenho algumas atitudes e comportamentos que posso conter, medir e controlar. Mas por favor, entendam que as caracteristicas natas, se estão lá desde a minha concepção, não as perderei depois de uma cara feia e uma boa conversa.
                Eu adoraria me libertar dos meus defeitos e poder agradar a tudo e a todos. Mas na boa, seria eu igual a todo mundo? seria eu um chuchu? Sem gosto sem cheiro e sem nada...
                Vou cansar de escrever e não terei um pensamento formado a respeito desses sentimentos conturbados. Quero paixão, quero amor, quero tudo, mas na boa, cansa esse negócio hein?