quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O despertar através da dor

Entre minha casa e meu trabalho existem 15km. Cujo eles são "o meu consultório".
É no transito que me perco nos meus pensamentos, nas minhas reflexões. E hoje enchi meus olhos de lágrimas pensando em muitas coisas diferentes, mas no fundo todas iguais.
Um machucado dói. Saudade dói. Aflições em nossas mentes doem. Perder um familiar dói. Tomar determinadas decisões doem.
Hoje percebi que essa semana meu coração está doendo. E nos meus 15 km de reflexões percebi que minha dor de hoje se chama compaixão.
Me surpreendi comigo mesmo, pois nem eu sabia que tinha tamanha sensibilidade. Mas é isso. Estou sentindo um nó na garganta, uma vontade de chorar e um desânimo.
Desde o domingo, cada vez que ouço alguma coisa, ou vejo alguma imagem, me coloco no lugar de uma mãe que perdeu um filho.Simples. Meu filho tem 17 anos, ano que vem estará se deliciando na vida de universitário, com sede e com fome do novo, das descobertas... e fico em choque de pensar que uma fatalidade poderia interromper uma história nesta etapa em que todos os poros transpiram vivacidade.
Ontem, recebi uma noticia triste, de uma amiga jovem demais que perdeu seu pai em um acidente que até agora não entendi direito. E isso me deixou com outro nó na garganta.
Já vi várias pessoas falando que estão sentindo-se triste pelos últimos acontecimentos. E hoje, deparei que sou mais uma. Da mesma forma que vejo que existem pessoas que não veem, não enxergam, e não sentem nada. Mas creio  que ainda não tenha chegado a hora do entendimento delas.
Em 15km fiz a leitura da minha dor. E como acredito em coisas estranhas, tirei minhas breves conclusões.
Diria que "O cara lá de cima" está nos mandando recados. Mas como não me sinto bem em falar em Deus, vou falar na Vida.
A vida está nos mandando recados, e os dias que se iniciam são novas oportunidades de acertar e de rever o que realmente é importante.
Os fatos, as histórias e as dores estão me levando a entender que a vida está nos sacudindo e abrindo nossos olhos para o que é essencial: AMOR.
Vamos amar mais nossos filhos, nossos irmãos. Nossos pais. Vamos tratar as pessoas que nos cercam de forma amorosa, sem julgamento e sem rancores bobos.
Vamos dar mais "bom dias" para as pessoas que cruzamos com indiferença.
Vamos nos sensibilizar e entender de uma vez por todas, que somos todos iguais, e que somos o que fazemos, e não o que temos. Entender que um abraço pode ser mais grandioso do que qualquer bem material. E o principal, vamos ser humildes a ponto de compreender que não somos donos do tempo, e a oportunidade que a vida nos dá hoje, amanhã pode não existir.
Enfim, um desabafo em um momento de hiper sensibilidade, que para muitos poderá ser utópico, mas para mim, neste momento, entendo como a minha verdade.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Regras x Felicidade

Lembro de certa vez que li um trecho de uma cronica, ou livro, da Martha Medeiros que falava que transgredir nossas regras é um sinal de que estamos aprendendo, ou desaprendendo, e que isso implica no nosso amadurecimento.

Estava em busca deste texto para dividir com uma amiga, porém, não o encontrei e de alguma forma, hoje vou escrever palavras perdidas que penso sobre isso e que gostaria de compartilhar.

O que é certo? o que é errado? Salvo as questões exatas do mundo (como por exemplo a matemática), o resto creio eu que seja variável e dinamico.

Matar é errado. Mas matar um bandido para defender uma cria é certo.
Chorar é ruim, mas se for de alivio, é bom demais.
Ser insensivel é defeito, mas para nossa sobrevivencia é importantissimo.
entre outros paradoxos da vida de verdade.

Crescemos aprendendo o que é certo e o que é errado. Mas além destes ensinamentos, precisamos aprender (e ensinar) que o certo e errado estão juntos, e dotados de nossos principios temos o poder de decidir o que realmente é melhor.

As vezes somos criados tão presos nestes ensinamentos de certos e errados que acabamos nos amarrando nisso e deixando passar muitas coisas, que no nosso intimo nos fariam verdadeiramente feliz.

Casar, ter filhos. Namorar com um homem correto, mais velho e responsavel.
Trabalhar, pagar contas e rezar.
Sorrir, agradecer e engolir sapos.

Mas Deus concede o direito de pensar e aprimorar nossos pensamentos e atitudes, e por um momento de descuido ele nos permite desaprender algumas coisas e ser feliz.

As regras são boas para as pessoas que com suas limitações não saberiam lidar com a diversidade.
Mas aos livres, Deus permite sim o dom da escolha, de aprender e desaprender os benditos mandamentos a fim de procurar por nossa felicidade.

Ser bom e correto não tem absolutamente nada a ver com regras.
Ser diferente não agride ninguem, exceto as pessoas que não respeitam nossas decisões e escolhas.

Casar não é uma regra importante. Importante é ser leal e fiel, seja a quem for.
Idade, aspecto, raça e genero... ahh, isso sabe-se há tempos que não é sinonimo de integridade.
Ahh, e Deus, sempre me perco falando nele. Não sei nenhuma das passagens biblicas, mas tenho uma certeza: se ele é bom, ele não irá nos punir e castigar se formos pessoas de bom coração, independente de nosso perfil e estereótipo.
Mães solteiras, homosexuais e tatuados podem ser pessoas melhores do que senhoras casadas que perturbam e disseminam a discórdia.

As vezes, quando o mundo acha que você está se perdendo, você está apenas se encontrado. E dificil é fazer as pessoas entenderem que suas escolhas a cerca de sua vida não interferem no aquecimento global, na conservação da floresta e na vida dos outros.


Só enxergo uma regra: jamais atropelar pessoas e principios. Sim! temos que nos manter pessoas boas, corretas, responsáveis. E creoi, que se todos se prendessem nisso, haveriam menos julgamentos desnecessários, menos conflitos e mais harmonia. Mais felicidade!
NOssa vida é unica, e passageira. Só há uma chance de tentar e ser feliz, e é hoje! Se não der certo, tentamos de novo e com os erros contruimos novos conhecimentos e novas perspectivas.
Isso é possivel sempre. Sozinho ou acompanhado. Mas bom seria poder tentar, acertar e errar, com as pessoas ao nosso lado. Mas se tudo der errado, lembre-se que há sempre a chance de deixar tudo para traz e iniciar, mesmo que sozinho, um novo caminho de felicidade.