sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Papai do céu me esqueceu na fila da pressa, tomei duas doses. Na hora que foram regular meu volume, sai correndo e hoje sou uma "gueluda". recebi o pacote de curiosidade, peguei apostilas de habilidades manuais e por engano, peguei uns manuais de atividades hidroeletromecanicatividades masculinas. Recebi um saquinho com uma porção de paciênciae com paciência consegui aguentar a longa fila do amor.Chegada minha vez, recebi um abraço com cheiro de mãe, e ganhei uma caixa prateada, com um lindo laço vermelho. Ao pegar, me surpreendi, pois era muito leve e facil de carregar. Pergnutei então se poderia pegar mais uma, e o distribuidor me disse que se eu fosse usar, poderia sim. Escolhi uma caixa fúccia com um laço aamarelo marca-texto.
Eram tão anatômicas e fáceis de levar, que empilhei todos embrulhos (ai que acho que a paciência caiu...) e segui.
Na saída, uma fada lilás colocou os pacotes no compactador e com um raio X atravessou meu peito e instalou. Era mais ou menos assim S2.
Eis que nasci. Como os pacotes estavam bagunçados usei mais uns do que outros. Tinha pena de desfazer os pacotes de amor, e usei só o de laço vermelho. Amei Matheus, Luiz, André... Ah, como amei!!
O pacote da curiosidade saltou, e num ato descontrolado puxei a fita amarela.
A formula do amor é a mesma, porém nas indicações havia outras especificações.
Nesse dia, passei a me amar mais, e me pego diariamente olhando para minha família e pensando: como amo esses dois!!!!
Dirijo 35km por dia só para fazer companhia para minha irmã e tentar facilitar um pouco o dia dela. Nesse percurso, sinto o cheiro da torra do café, e penso o quanto eu amo o lugar onde estou e as pessoas que aqui estão.
Descobri o amor por um lugar onde ninguém tem meu sangue mas todos me tratam bem, aqui sou chamada de gaúcha e não mais de dentuça, pau de virar tripa, seca.
Amo o estado com a maior frota do país, mas onde nunca vi uma ambulância trancada. Amooo o trânsito mais louco e mais organizado, onde não vejo os egos e mágoas como no sul.
Amo motoqueiros, e a loja do Japonês.
Amo uma cidade igual a mim, que não dorme para o tempo não passar.
Amo o simples, e quando vejo, estou amando igualmente o grandioso.
Não é um conto de fadas, é um conto da Cíntia. A Cíntia que tinha mordido uma maçã envenenada e que agora despertou - será que com um beijo?
E se você achar um embrulho de paciência, por favor...

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